E então, do nada, minha vida virou adulta e tem amargura. E ela me infecta. Um pouquinho; mas eu não estou satisfeito. Nessa vitória lenta que eu tento fazer. Ganhando terreno com garras. Espetando no chão meus dedinhos gulosos.
E num ímpeto estranho, com olhos chorosos, agarrando no vestido da dona eu poderia me perguntar. Mas eu não o fiz e avancei e tentei acreditar.
E a frase que me veio é — Deus, me ajude a machucar meus lados ruins. E vendo minha personalidade a mim tão cara ser destruída, pedacinhos aos poucos, dolorosamente.
E com essa estranha coragem de machucar isso.
Mas depois, as uvas que eu espero. E aos poucos ir sendo e ao mesmo tempo. Meu desejo vai sendo e aconecendo. E o tempo machuca e é bom e é estranho.