Tem noites de noite em que a única coisa que a gente quer é voar, voar no céu azul, longo, desejoso, bonito. Nas noites que os cavalos caminham com a gente e nos dão a mão no vento que sopra montanha abaixo, corcova abaixo. Nessas noites bonitas os mares são bravos, as lojas azuis, os olhos brilhantes, as mão cheias de gestos, gestos maravilhosos. Noites de amor, em que o vento sopra mesmo e trás algumas estranhas e boas coisas boas; estranhas e boas coisas boas. Ventos, noites de vento.